Metodologia · versão 3 · 26/10/2026
Como a Bola de Cristal calcula as chances
O simulador estima a força de ataque e de defesa de cada clube combinando a temporada passada com os placares de 2026, monta uma distribuição de placares para cada jogo que falta e sorteia o restante do campeonato dezenas ou centenas de milhares de vezes, levando em conta que a própria força dos times é incerta. A chance de cada desfecho é a fração dos campeonatos simulados em que ele acontece: título (1º lugar), Libertadores (1º ao 5º), Sul-Americana (6º ao 11º) e rebaixamento (17º ao 20º).
O modelo pertence à família de Maher e de Dixon e Coles[1][2], base da maior parte dos modelos públicos de previsão de campeonatos[3][9][10]. Cada componente foi testado em dez temporadas passadas da Série A antes de entrar (seção 11).
| Componente | Escolha | Como foi definido |
| Força dos times | Ataque e defesa por clube, mando de campo comum | Máxima verossimilhança penalizada |
| Prior de pré-temporada | 60% da força de 2025; promovidos com a média dos rebaixados | Backtest, 3.799 jogos |
| Peso no tempo | Meia-vida de 173 dias | Backtest |
| Placares baixos | Correção de Dixon-Coles, ρ = −0,03 | Backtest |
| Incerteza | Parâmetros sorteados de novo em cada campeonato simulado | Aproximação de Laplace; validada na calibração do rebaixamento |
1Dados
A base tem os 317 jogos de 2026 já encerrados, com mandante, visitante, placar e data, e os 63 jogos restantes. Os placares vêm dos dados abertos do ValorFinal, que os obtém do football-data.org[11]; a classificação reconstruída jogo a jogo confere com a da fonte para os 20 clubes. Situação dos dados: .
O prior usa a tabela final da Série A 2025 (gols pró e contra de cada clube)[15]. A calibração e a validação usam as temporadas 2014 a 2024, com todos os placares[12].
Os parâmetros são estimados só com jogos reais. Os palpites que você lança mudam a tabela e as simulações, não a força estimada dos times: um palpite é uma hipótese, não evidência sobre o time.
2Força dos times
Cada clube i recebe dois parâmetros, ataque ai e defesa di. Os gols de cada lado num jogo entre o mandante i e o visitante j seguem distribuições de Poisson com médias
λij = exp(μ + γ + ai − dj)gols esperados do mandante
νij = exp(μ + aj − di)gols esperados do visitante
μ é o nível médio de gols e γ o mando de campo, comum a todos. A forma multiplicativa cruza o ataque de um time com a defesa do outro, o que uma média de perfis de vitória, empate e derrota, como no modelo da UFMG[7], não faz.
Os parâmetros θ = (μ, γ, a1..20, d1..20) maximizam a verossimilhança penalizada
ℓ(θ) = Σjogos wj [ x log λ − λ + y log ν − ν ] − Σi [ (ai − āi)² + (di − d̄i)² ] / (2σ²)
wj: peso do jogo no tempo (seção 4); ā, d̄: médias a priori (seção 3); σ = 0,20. Maximização por Newton-Raphson completo, com busca em linha, até a maior mudança ficar abaixo de 10−10.
A penalidade equivale a uma distribuição a priori normal para ataque e defesa, a mesma ideia da regressão ridge[5]. Com poucos jogos, a estimativa fica perto do prior; com muitos, os placares de 2026 dominam.
Força atual estimada, com . Valores em multiplicador: ataque 1,20 significa marcar 20% mais gols que um time médio contra o mesmo adversário; defesa 0,80 significa sofrer 20% menos. O ± é um desvio-padrão da estimativa.
| Time | Prior (A / D) | Ataque | Defesa | Gols pró | Gols contra | Saldo esp. |
Gols pró e contra: média esperada por jogo contra um adversário médio em campo neutro, exp(μ + γ/2 + a) e exp(μ + γ/2 − d). Ordenado pelo saldo esperado.
3Prior de pré-temporada
Sem informação anterior, o modelo começa a temporada achando todos os times iguais e reage demais aos primeiros placares. O prior resolve isso com a temporada passada:
āi = k · log( GPi/J ÷ m ), d̄i = k · log( m ÷ GCi/J )m = média de gols por time por jogo em 2025
Promovidos: ā e d̄ = k × média dos quatro rebaixados de 2025 (Ceará, Fortaleza, Juventude e Sport)Athletico-PR, Coritiba, Remo e Chapecoense
k = 0,6 é a regressão à média entre temporadas: mudanças de elenco e de técnico fazem só parte da força passada se repetir. Como a tabela é de turno e returno completo, a razão entre gols e jogos já desconta a dificuldade do calendário. O FiveThirtyEight resolve o mesmo problema com o valor de mercado dos elencos[10]; aqui o dado disponível são os gols.
k e σ foram escolhidos em grade (k de 0 a 1, σ de 0,15 a 0,35) pelo menor log loss fora da amostra. A região boa é k entre 0,5 e 0,7 com σ = 0,20. Com k = 1 (prior sem regressão) o resultado piora, sinal de que a temporada passada exagera a diferença entre os times.
4Peso dos jogos no tempo
wj = exp(−ξ · idade do jogo em dias), ξ = 0,004meia-vida = ln 2 / ξ ≈ 173 dias
Um jogo de seis meses atrás vale cerca de metade de um jogo desta semana, como na proposta original de Dixon e Coles[2]. O ganho no backtest é pequeno mas consistente; o valor ótimo ficou entre 0,004 e 0,008 por dia, e 0,004 é o mais conservador.
5Do rating ao placar
Para cada jogo, o site monta a grade de placares de 0 a 10 gols para cada lado, com a correção de Dixon e Coles[2] nos quatro placares mais baixos:
P(X = x, Y = y) ∝ τ(x, y) · e−λ λx / x! · e−ν νy / y!
τ(0,0) = 1 − λνρ, τ(0,1) = 1 + λρ, τ(1,0) = 1 + νρ, τ(1,1) = 1 − ρ, τ = 1 nos demais; ρ = −0,03
P(mandante vence) = Σx > y, P(empate) = Σx = y, P(visitante vence) = Σx < y
Com ρ negativo, 0 a 0 e 1 a 1 ficam um pouco mais prováveis e 1 a 0 e 0 a 1 um pouco menos. No Brasileirão o efeito é pequeno: ρ reestimado só com os jogos de 2026 dá −0,13, mas reestimar a cada rodada piorou o backtest (estimativa ruidosa com poucos jogos), e o melhor valor fixo foi −0,03. A Poisson bivariada[4] é a alternativa usual para correlação entre os gols dos dois lados; com um efeito tão pequeno, não foi adotada.
O sorteio da simulação acontece direto na grade de placares, então resultado, gols e saldo de cada jogo simulado são sempre coerentes. Palpite com placar digitado usa exatamente aquele placar; palpite só com resultado sorteia entre os placares compatíveis com ele, na proporção do modelo.
6Incerteza dos parâmetros
Ataque e defesa são estimativas, não valores conhecidos. Ignorar isso deixa as chances extremas confiantes demais: no backtest, times aos quais a versão 2 dava menos de 2% de risco caíram em 2,3% dos casos. A incerteza é propagada assim:
- No ajuste, calcula-se a matriz de informação J (menos a hessiana de ℓ). Pela aproximação de Laplace[16], θ ~ Normal(θ̂, J−1), o que já inclui a correlação entre parâmetros.
- Cada campeonato simulado sorteia um conjunto novo de parâmetros dessa distribuição (via decomposição de Cholesky) e usa esse conjunto em todos os seus jogos, com os placares sorteados direto da Poisson e a correção de Dixon-Coles aplicada por rejeição. Assim, um time "mais forte que o estimado" é mais forte em todos os jogos daquele campeonato, como na realidade.
- Até a versão de 26/10/2026 eram usados 200 conjuntos fixos, sorteados uma vez. Isso acrescentava um ruído de cerca de ±1 ponto percentual que não diminuía com mais simulações; sortear a cada campeonato eliminou esse ruído, ao custo de deixar o cálculo cerca de 1,7 vez mais lento.
- As chances mostradas embaixo de cada jogo são a média de 200 grades sorteadas (distribuição preditiva).
7Simulação de Monte Carlo
Cada campeonato simulado parte da tabela real (pontos, vitórias, saldo e gols pró), escolhe um conjunto de parâmetros, sorteia um placar para cada jogo em aberto (ou usa o seu palpite), ordena a tabela final e marca quem termina do 17º ao 20º lugar. Repetido N vezes, a chance de queda é a média dessas marcações[14]. O gerador é determinístico (mulberry32) e a semente vem do código do cenário: o mesmo cenário, na mesma precisão, dá sempre os mesmos números.
8Classificação e desempate
A ordem segue o regulamento[13]: pontos, vitórias, saldo de gols e gols marcados. Confronto direto, cartões e sorteio não são modelados. Se ainda houver empate atravessando a linha entre o 16º e o 17º lugar, a queda é dividida igualmente entre os empatados. Com placares simulados, esse caso ficou raro.
9O que o site calcula
- Chance de queda: média do indicador de rebaixamento de cada time nas N simulações.
- Título, Libertadores e Sul-Americana: fração das simulações em que o time termina em 1º (título), do 1º ao 5º (Libertadores: quatro vagas na fase de grupos e uma na fase preliminar) ou do 6º ao 11º (Sul-Americana), conforme a distribuição de vagas da temporada 2026[17]. O número de vagas pode ser alterado no painel do time em foco (fase de grupos, fase preliminar e Sul-Americana); a mudança vale para todo o painel, inclusive o histórico, que guarda a distribuição de posição final de cada time em cada rodada e por isso pode ser relido com qualquer configuração. Com fase preliminar, o painel da Libertadores separa a chance de fase de grupos e a de fase preliminar. Vagas extras abertas quando um clube brasileiro vence a Copa do Brasil, a Libertadores ou a Sul-Americana não são consideradas. Um empate na fronteira de uma zona divide as vagas igualmente. No painel do time em foco você escolhe a métrica, e todos os gráficos e tabelas do painel passam a usá-la.
- Pontuação final provável: mediana da pontuação final simulada, com a faixa central de 80% (percentis 10 e 90): em 80% dos campeonatos simulados o time termina dentro dela.
- Rebaixamento por pontuação: para cada pontuação final k, a fração dos times que caíram entre todos os que terminaram com k pontos, somando os 20 clubes de todas as simulações: P(cair | terminar com k pontos), a mesma leitura da tabela por pontuação da UFMG[8].
- Jogos decisivos: as simulações são separadas pelo resultado sorteado em cada jogo e a chance de queda é recalculada em cada grupo. Cada coluna é P(cair | resultado), por isso as três não somam 100%; ponderadas pela chance de cada resultado, dão a chance de queda atual (lei da probabilidade total). O impacto é a diferença entre o maior e o menor valor. O ValorFinal usa a mesma separação no seu índice de impacto[9].
- Evolução rodada a rodada: até a última rodada real, cada ponto foi recalculado com o modelo atual usando só os jogos já disputados naquela data (parâmetros reestimados a cada rodada, 40 mil simulações). Depois, um ponto por rodada que você preencher.
- Status matemático ("salvo" ou "caiu"): condição suficiente calculada só com pontos.
10Precisão: leve, média e pesada
Monte Carlo estima uma proporção com erro de amostragem conhecido. Para uma chance p estimada com N campeonatos:
EP = √(p(1 − p) / N), margem de 95% ≈ 1,96 · EPpior caso em p = 50%
| Nível | Campeonatos | Margem na chance de queda | Margem num resultado de jogo decisivo* | Tempo neste navegador |
| Leve (padrão) | 100 mil | ±0,31 pp | ±0,4 a ±0,7 pp | – |
| Média | 500 mil | ±0,14 pp | ±0,2 a ±0,3 pp | – |
| Pesada | 1 milhão | ±0,10 pp | ±0,14 a ±0,22 pp | – |
* Cada resultado de um jogo aparece em 20% a 50% das simulações, e a margem cresce com 1/√(fração). O tempo aparece depois que cada nível roda pelo menos uma vez.
A margem cai com a raiz de N: cinco vezes mais campeonatos reduzem a margem a 45%, e dobrar de 500 mil para 1 milhão reduz só mais 29% (de ±0,14 para ±0,10 pp), pelo dobro do tempo. Mesmo no nível leve a margem já é bem menor que a incerteza do próprio modelo, então os níveis mais pesados quase não mudam a chance de queda de cada time. Ele ajuda nos jogos decisivos, na cauda da curva por pontuação (as marcas de risco abaixo de 1%) e na comparação entre cenários parecidos. O cálculo é progressivo: os números aparecem após 10 mil campeonatos e vão sendo refinados; um novo palpite interrompe o cálculo em andamento.
11Validação e calibração
Probabilidades por jogo. Validação rodada a rodada (walk-forward) nas temporadas 2015 a 2024 da Série A: para cada rodada, o modelo é ajustado só com os jogos anteriores (e o prior da temporada anterior) e prevê a rodada; 3.799 jogos previstos. Métricas: log loss e Ranked Probability Score, que respeita a ordem vitória, empate, derrota[6]. Menor é melhor.
| Modelo | Log loss | RPS | Log loss nas rodadas 1 a 10 |
| Equiprovável (versão 1) | 1,0986 | 0,2329 | 1,0986 |
| Poisson só com a temporada, σ = 0,25 (versão 2) | 1,0320 | 0,2117 | 1,0498 |
| + prior de pré-temporada (k = 0,6; σ = 0,20) | 1,0240 | 0,2092 | 1,0294 |
| + peso no tempo (ξ = 0,004) | 1,0234 | 0,2090 | 1,0292 |
| + Dixon-Coles com ρ = −0,03 (versão 3) | 1,0233 | 0,2090 | 1,0290 |
| Alternativa testada: ρ reestimado a cada rodada | 1,0267 | 0,2093 | 1,0352 |
O maior ganho veio do prior, concentrado no início do campeonato. Peso no tempo e Dixon-Coles somam pouco. Contra os resultados equiprováveis, o RPS cai 10%.
Chances de rebaixamento. O teste que mais importa para este site: nas mesmas dez temporadas, em sete momentos de cada uma (após as rodadas 5, 10, 15, 20, 25, 30 e 35), cada versão simulou o resto do campeonato e deu uma chance de queda para cada clube; depois, comparou-se com quem caiu de fato. São 1.400 previsões por versão. Brier score é o erro quadrático médio entre a chance prevista e o resultado (0 ou 1).
| Versão | Brier | Log loss | Brier após rodada 5 | Após 10 | Após 15 | Após 20 | Após 25 | Após 30 | Após 35 |
| 1 · equiprovável | 0,0932 | 0,2953 | 0,1449 | 0,1333 | 0,1185 | 0,0908 | 0,0679 | 0,0578 | 0,0396 |
| 2 · Poisson da temporada | 0,0905 | 0,3037 | 0,1434 | 0,1330 | 0,1193 | 0,0860 | 0,0624 | 0,0553 | 0,0339 |
| 3 · sem incerteza | 0,0881 | 0,2895 | 0,1374 | 0,1246 | 0,1155 | 0,0866 | 0,0645 | 0,0553 | 0,0330 |
| 3 · completa (adotada) | 0,0862 | 0,2761 | 0,1321 | 0,1206 | 0,1108 | 0,0861 | 0,0651 | 0,0553 | 0,0335 |
A versão 3 erra 7,5% menos que a primeira no Brier e é a melhor no começo do campeonato, onde o prior pesa. A versão 2 tinha um problema que o Brier esconde e o log loss mostra: era confiante demais nos extremos, por isso seu log loss é pior até que o do modelo equiprovável. Propagar a incerteza corrige isso.
Confiabilidade da versão 3. Se o modelo diz 20%, cerca de 20% desses times deveriam cair:
| Faixa prevista | Previsões | Chance média prevista | Caíram de fato |
| 0 a 2% | 577 | 0,3% | 0,9% |
| 2 a 10% | 218 | 5,2% | 6,9% |
| 10 a 30% | 244 | 18,2% | 20,9% |
| 30 a 50% | 152 | 40,0% | 32,9% |
| 50 a 70% | 79 | 59,7% | 53,2% |
| 70 a 90% | 66 | 78,7% | 81,8% |
| 90 a 98% | 23 | 94,9% | 95,7% |
| 98 a 100% | 41 | 99,6% | 100,0% |
As diferenças estão dentro do esperado para amostras desse tamanho; a maior, na faixa de 30 a 50%, tem 152 casos (margem de cerca de ±7 pp). A versão 2, na faixa de 0 a 2%, previa 0,3% e viu 2,3%.
12Comparação com outros modelos
| Aspecto | Este simulador | UFMG[8] | ValorFinal[9] | FiveThirtyEight[10] |
| Força dos times | Ataque e defesa, prior de 2025, peso no tempo | Perfis de vitória, empate e derrota como mandante e visitante | Rating Elo único, só a temporada atual | SPI ofensivo e defensivo, com xG e valor de elenco |
| Placar | Poisson com Dixon-Coles, sorteio direto | Resultado primeiro, placar depois (até 5 gols) | Poisson a partir do Elo, até 12 gols | Poisson com ajuste para empates |
| Incerteza da força | Propagada (sorteio a cada campeonato) | Não documentada | Não | Não detalhada |
| Simulações | 100 mil, 500 mil ou 1 milhão | 2 milhões | 20 mil | 20 mil |
| Validação publicada | Backtest de 10 temporadas | Não | Não | Sim |
Conferência na mesma base de jogos (, sem palpites):
| Time | Pontos | Este simulador | ValorFinal | Diferença |
O ValorFinal usa um Elo só da temporada e não propaga incerteza; as diferenças maiores aparecem nos times do meio da briga.
13Limitações
- Prior simples. Usa só os gols da temporada anterior. Contratações, troca de técnico e valor de elenco não entram; promovidos recebem a média dos rebaixados, sem distinguir quem subiu forte.
- Mando de campo único. Mesmo γ para todos os clubes e estádios, sem ajuste para clássicos no mesmo estádio ou distância de viagem.
- Vagas continentais fixas. Libertadores e Sul-Americana usam as posições-padrão (1º ao 5º e 6º ao 11º). Se campeões de copas abrirem vagas extras pela tabela, a chance real de classificação de quem fica logo abaixo é maior que a mostrada.
- Desempate incompleto. Confronto direto, cartões e sorteio não entram (seção 8).
- Faixa intermediária. No backtest, previsões entre 30% e 70% saíram um pouco acima do observado. A diferença está dentro do ruído amostral, mas vale acompanhar.
- Sem dados de desempenho. O modelo vê gols, não chances criadas (xG), que são mais estáveis que o placar.
Referências
- Maher, M. J. (1982). Modelling association football scores. Statistica Neerlandica, 36(3), 109–118.
- Dixon, M. J.; Coles, S. G. (1997). Modelling association football scores and inefficiencies in the football betting market. Journal of the Royal Statistical Society: Series C (Applied Statistics), 46(2), 265–280.
- Lee, A. J. (1997). Modeling scores in the Premier League: is Manchester United really the best? Chance, 10(1), 15–19.
- Karlis, D.; Ntzoufras, I. (2003). Analysis of sports data by using bivariate Poisson models. Journal of the Royal Statistical Society: Series D (The Statistician), 52(3), 381–393.
- Hoerl, A. E.; Kennard, R. W. (1970). Ridge regression: biased estimation for nonorthogonal problems. Technometrics, 12(1), 55–67.
- Constantinou, A. C.; Fenton, N. E. (2012). Solving the problem of inadequate scoring rules for assessing probabilistic football forecast models. Journal of Quantitative Analysis in Sports, 8(1).
- Martins, R. V.; Lima, B. N. B.; Brochero, F.; Costa, G. N.; Zeferino, G. M. (2010). Probabilidades no futebol. Matemática Universitária, 48/49, 15–31.
- Departamento de Matemática da UFMG. Probabilidades no Futebol. mat.ufmg.br/futebol
- ValorFinal. Metodologia do Modelo ValorFinal do Brasileirão, versão 1.2.0. valorfinal.com.br/brasileirao/metodologia
- FiveThirtyEight. How Our Club Soccer Predictions Work. fivethirtyeight.com
- ValorFinal. Dados abertos do Brasileirão 2026 (placares com origem no football-data.org). valorfinal.com.br/brasileirao/dados-abertos
- Duque, A. Brasileirão Dataset, Série A 2003–2024. github.com/adaoduque/Brasileirao_Dataset
- CBF. Regulamento Específico da Competição: Campeonato Brasileiro Série A 2026, critérios de desempate. cbf.com.br
- Robert, C. P.; Casella, G. (2004). Monte Carlo Statistical Methods. 2. ed. Nova York: Springer.
- Wikipedia. 2025 Campeonato Brasileiro Série A, tabela final. en.wikipedia.org
- Tierney, L.; Kadane, J. B. (1986). Accurate approximations for posterior moments and marginal densities. Journal of the American Statistical Association, 81(393), 82–86.
- Diario de Pernambuco (dez/2025). Brasileirão 2026: novidades nas vagas da Libertadores. diariodepernambuco.com.br
Histórico: versão 1 (09/10/2026), resultados equiprováveis. Versão 2 (26/10/2026), Poisson com ataque e defesa, placar simulado, três níveis de precisão. Versão 2.1, palpite de placar. Versão 3 (26/10/2026), prior de pré-temporada, peso no tempo, Dixon-Coles, incerteza dos parâmetros e calibração do rebaixamento em dez temporadas. 27/10/2026: parâmetros sorteados a cada campeonato, níveis de precisão de 100 mil a 1 milhão e dados atualizados com a 32ª rodada completa (319 jogos).